“Fora Cunha” reúne movimentos sociais e deputados em Brasília

“A direita resolveu mudar seu comportamento e ainda está insistindo no terceiro, quarto e quinto turnos”, disse a deputada Luiziane Lins (PT-CE)

Foto: Lula Marques/Agência PT

Por pouco mais de três horas, centenas de pessoas se reuniram ao lado do edifício da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (13), em Brasília, para gritar “Fora Cunha” e defender a democracia brasileira. A maior parte dos manifestantes era formada por integrantes de movimentos sociais.

O ato, que aconteceu um dia após outro protesto contra a manipulação da mídia, contou também com a presença de parlamentares que têm buscado defender a democracia brasileira contra o golpe que tenta tirar a presidenta Dilma Rousseff do cargo passando por cima da via do voto.

“De forma inusitada, a direita resolveu mudar seu comportamento político a partir de 2014. Resolveu não aceitar o processo político e ainda está insistindo no terceiro, quarto e quinto turnos”, afirmou a deputada federal Luiziane Lins (PT-CE), uma das que fizeram uso da palavra no ato.

A deputada federal Margarida Salomão (PT-MG) explicou a razão de a manifestação acontecer fora da Câmara, mesmo sendo um ato político. “Autoritariamente, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não permite que façamos uma manifestação política dentro da Casa do povo brasileiro”, disse.

“Como é possível fazermos fora da Câmara? Todos nós sabemos porque. Por que o nome desta manifestação é “fora Cunha”. Ele não deixa que gritemos “fora, Cunha” dentro da Câmara”.

O “Fora Cunha” tem como fundamentação um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que o presidente da Câmara seja afastado de suas funções. Cunha tem contra si três inquéritos abertos no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar que ligação possui com o esquema de corrupção da Petrobras. Ele foi citado em delações premiadas na Lava Jato, além de ter negado em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras possuir conta no exterior, o que depois foi descoberto pelos investigadores.

Para a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), a presença de Eduardo Cunha na presidência da Câmara é uma “anomalia” em nossa democracia e se combina com a tentativa de golpe contra Dilma, mas há movimento de rua para impedir essa agressão à Constituição e leis brasileiras.

“Cunha presidindo a Câmara é um atentado à democracia, ao Estado de Direito e validação do crime. Golpe contra Dilma Rousseff é atentado contra a democracia, validação do próprio crime”, avalia a deputada. “O nosso pulso, como disse o poeta, ainda pulsa com capacidade para mover as rodas democráticas e derrotar o golpe em curso.”

Da Redação da Agência PT de Notícias

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