Uma Conferência Nacional da Reforma Política não seria uma alternativa? - Por Marcus Ianoni
Se tomarmos como referência o plebiscito sobre forma e sistema de governo realizado em 1993, então, há duas décadas a reforma política vem sendo discutida por forças da sociedade civil organizada, por forças partidárias, por deputados e senadores do Congresso Nacional, em arranjos institucionais participativos, como o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, nos meios de comunicação e assim por diante. Em geral, os avanços foram pequenos. Em uma trajetória gradualista, tem havido algumas mudanças político-institucionais, mas que não alteraram pilares fundamentais da estrutura do sistema político, como o padrão de financiamento privado das campanhas eleitorais e a personalização do voto nas eleições proporcionais.