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30/09/13 - 13h30
Artigo: PT entre o passado e o futuro - Bruno Roger e Jefferson Lima

“Uma geração que ignora, desvaloriza e apequena a geração que a precedeu, que não consegue reconhecer a sua grandeza e o seu significado histórico e necessário, é uma geração que se mostra mesquinha, que não tem confiança em si mesma, ainda que assuma pose de gladiador e exiba mania de grandeza”.(Antonio Gramsci)


O PT implementou mudanças significativas durante os seus governos municipais, estaduais e o governo nacional na liderança do ex- presidente Lula e da presidenta Dilma.

Nos anos 80, o PT foi fundando com forte e maciçapresença de jovens. Nosso partido nos últimos anos tem demonstrado um compromisso maior com a juventude através da efetivação da Secretaria Nacional de Juventude do PT, deixando de ser um setorial, e a realização do 1º e 2º congresso nacional da JPT em 2008 e 2011, além de diversas ações voltadas para os jovens brasileiros.

No último congresso nacional do PT obtivemos mais uma importante conquista para os jovens petistas.Aprovamos uma regra estatutária que garante um mínimo de 20% de jovens em todas as instâncias partidárias, reafirmando o compromisso do PT com a sua juventude. O PT é vanguarda na renovação e oxigenação partidária, porém precisamos fazer o exercício diário para que as cotas de fato representem mais avanços para nosso partido e nossa juventude.

Atualmente, contamos com poucos dirigentes abaixo de 29 anos de idade. Com a aprovação das cotas e o seu cumprimento por todas as 9 chapas nacionais, teremos a média de 16 jovens na próxima direção nacional do PT. Neste sentido, temos a tarefa de subsidiarmos uma intervenção mais qualificada e unitária destes novos dirigentes, tendo como horizonte uma perspectiva geracional comum. Afinal, fazemos parte de uma mesma geração de petistas, logo precisamos de uma responsabilidade políticacompartilhada na tomada de decisões.

Sem duvidas, as Secretarias de Juventudecumprirão, em todos os níveis, um papel central no processo de efetivação do protagonismo da juventude na condução do partido. Já é hora de encararmos com mais seriedade a tão propalada e necessária renovação geracional e, sobretudo, fazemos um debate estratégico acerca dos desafios colocados para as novas gerações de petistas.

O PT não é um partido como outro qualquer. Não servimos apenas como legenda ou sigla para acomodar candidatos/as.Temos tarefas que transcendem o espectro do jogo eleitoral. Temos a tarefa de organizar a sociedade e, como dizia PauloFreire, educar as massas. Neste sentido, precisamos atualizar nossa plataforma programática, incorporando elementos novos e capazes de responder às demandas do presente. Não se trata de pensarmos apenas em medidas emergenciais, mas de reafirmarmos nosso horizonte estratégico eacumular forças para construirmos uma nova sociedade, baseada na igualdade e na justiça social. 

Neste contexto de mudanças pelo qual passa a política brasileira, precisamos de novos repertórios e novas atitudes. Assim, esperamos que o PED seja um forte instrumento de mobilização das bases petistas e, também, um momento privilegiado de acumularmos para um debate mais aprofundado sobre a estratégia política do PT. Esperamos que os próximos dirigentes eleitos no dia 10 de novembro assumam o comando do partido com muita disposição e ciência dos desafios colocados.

Depois de 30 anos de história, obtivemos muitas conquistas. A geração que fundou o partido demonstrou muita capacidade política e compromisso com a construção de uma nova sociedade. Temos hoje o desafio de pensarmos formas e mecanismos que garantam uma experiência saudável e pedagógica entre as gerações que convivem dentro do PT. Neste sentido, reconhecemos que a cota dos 20% representa um avanço e um gesto que acena para a importância da renovação partidária.

Desta maneira, é hora de concentrarmos nossas energias na concretização do protagonismo da juventude na condução do PT. É hora de fortalecermos ainda mais a organização da juventude petista e das Secretarias de Juventude. É hora de fazermos um grande pacto geracional, fundado em uma nova estratégia política, capaz de responder aos atuais desafios e criar as condições necessárias para a realização do mais elevado fim de um partido de esquerda: a construção de uma sociedade socialista.

* Jefferson Lima é secretário Nacional de Juventude do PT, e Bruno Roger é Militante da corrente Tribo/MG e Coordenador Nacional de Direitos Humanos da JPT.


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