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05/12/11 - 06h5
Comunicação: “Milhares de vozes no Brasil não tem a chance da fala”, Emiliano José
Povo terá que ir para as ruas lutar pelo fim do monopólio das comunicações, sugere Emiliano José

Emiliano José pede que população participe da criação do Marco Regulatório das Comunicações


O deputado Emiliano José (PT-BA) afirma que durante o governo Lula, o ex-ministro das comunicações, Franklin Martins, elaborou uma proposta de Marco Regulatório das Comunicações e o atual governo Dilma, junto ao Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, assumiram o compromisso de elaborar um projeto que será submetido ao debate democrático. “Somente democratizando o debate com toda a sociedade que o projeto poderá ser levado adiante”, disse o deputado Emiliano José.

“Não há outro caminho se não há mobilização da sociedade. É essencial que a sociedade compreenda a importância da luta pelo direito a comunicação. O que nós estamos discutindo é o direito à comunicação como um direito humano fundamental”, explica o deputado Emiliano José.

A acusação feita pela mídia alegando que o PT pretende praticar a censura e limitar a liberdade de expressão é rebatida por Emiliano José. “O que nós queremos com o marco regulatório é ampliar a liberdade de expressão e dar o direito da fala a quem não tem fala, é tirar do manto do silencio milhares de vozes que no Brasil não tem a chance da fala. Só de receber o discurso ou a interpretação de umas poucas famílias”, afirma.

Para Emiliano José, o motivo da disputa em relação ao Marco Regulatório das comunicações parte do fato de que as poucas famílias responsáveis pelo controle midiático não querem a democratização.

Mobilização: o exemplo argentino

O deputado cita o caso da Argentina, com o projeto Leis de Meios, com o objetivo de estabelecer uma divisão igualitária entre a sociedade civil, o setor público, a sociedade privada e seus meios de comunicação. “Só foi possível a aprovação (desse projeto) com a mobilização do povo argentino” – o deputado defende a mobilização da militância brasileira como arma “essencial à mobilização da sociedade” e acredita que o PT, mantendo sua bandeira histórica de defender a democratização nos meios de comunicação, irá cumprir seu papel como agente mobilizador.

(Gustavo Serrate – Jornalista)


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