Paulo Rocha

Paulo Rocha, eleito senador pelo Pará em 2014 com 1.566.350, traz a marca de negociador em seu perfil. Durante os cinco mandatos exercidos na Câmara dos Deputados, o parlamentar foi líder da bancada do PT e presidente das comissões do Trabalho, da Amazônia. Aos 63 anos, o sindicalista nascido em Terra Alta, no centro-oeste paraense, tem formação em artes gráficas.

Desde 1º de fevereiro de 2015, quando assumiu o mandato no Senado, Rocha tem entre as prioridades a defesa da criação da Secretaria Especial da Amazônia (SEA), órgão que terá como objetivo unificar as diferentes secretarias voltadas para a região – e que hoje trabalham de forma não integradas. Outras propostas incluem incentivar as pesquisas científicas na Amazônia e melhorar a qualidade da conexão de internet na região.

Enquanto deputado, foi autor de oito propostas que posteriormente se tornaram leis que beneficiam os trabalhadores. Entre elas, participou da criação da legislação que cria o seguro-defeso – que assegura um salário mínimo por quatro meses ao pescador artesanal durante o período de reprodução de crustáceos e peixes. Foi também um dos autores do projeto de lei que regulamentou a profissão dos Agentes Comunitários de Saúde, além da que combate o trabalho escravo – um dos mais graves problemas sociais da Amazônia.

Na Câmara dos Deputados, Rocha foi um dos principais interlocutores do Legislativo com o governo Lula, sendo coordenador da bancada do Pará e até da Amazônia. Foi a favor de grandes projetos que beneficiam o Norte do Brasil, como a dos elevadores hidráulicos (conhecidas como eclusas) para transpor a barragem da hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins – uma das mais importantes obras do governo do presidente Lula. Sua trajetória parlamentar, entretanto, foi barrada pela torrente de ilações e pré-juízos que se abateu sobre vários parlamentares do PT com o chamado “mensalão”. Levado a julgamento, Paulo Rocha foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), reconquistando os direitos políticos então ameaçados.

Filho de pai lavrador e mãe professora primária, começou a trabalhar desde cedo e ajudava a cuidar dos irmãos. Durante a adolescência, formou-se na Escola Salesiana do Trabalho, no bairro de Sacramenta, em Belém, a capital paraense. Morou na escola durante dez anos, onde se tornou instrutor de arte gráfica. Tipógrafo, impressor e laboratorista, imprimiu na Escola Salesiana panfletos contra a ditadura militar, chegando a ser preso nessa época por 12 horas pela Polícia Federal.

Rocha foi ainda líder do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Gráficas e ajudou a fundar o PT e a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Pará, sendo o primeiro presidente da entidade no estado. Em 1990, foi eleito deputado federal pela primeira vez, com votos de todos os municípios paraenses.