Partido dos Trabalhadores

Povo vai às ruas e diz ‘não’ à reforma trabalhista de Temer

Atos contra nova lei trabalhista, que entra em vigor neste sábado, aconteceram em todo País e mostram mobilização dos trabalhadores contra retrocessos

Ato contra a reforma trabalhista na Praça da Sé, em SP

Trabalhadores de todo Brasil foram às ruas nesta sexta-feira (10) e deram o recado ao governo ilegítimo de Michel Temer e seus aliados: Não vão aceitar a reforma trabalhista aprovada no Congresso, e que entra em vigor neste sábado (11).

O Dia Nacional de Lutas, organizado por centrais sindicais e movimentos populares, aconteceu em pelo menos 24 capitais e no Distrito Federal, além de algumas cidades pelo interior do País.

Em São Paulo (SP), o ato foi na Praça da Sé, região central da cidade, por volta das 11h da manhã. De acordo com os organizadores, 20 mil pessoas acompanharam a manifestação. Mas as atividades no estado começaram logo cedo, com assembleias em portas de fábricas.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, destacou que “não há outra opção que não seja a luta”.

“Eles não conseguiram fazer tudo ainda. Uma coisa foi ter passado no Congresso Nacional, outra coisa é efetivar no chão da fábrica. Se nós tivermos condição dos sindicatos, de ir para cima e impedir a efetivação das medidas, com o apoio dos trabalhadores, nós vamos fazer”, diz o sindicalista.

CUT Brasil

Ato contra reforma trabalhista em Maceió (AL)

Presente ao ato em São Paulo, o deputado espanhol Rafa Mayoral, do Podemos, subiu no principal carro de som, para manifestar “solidariedade à luta da classe trabalhadora contra a precarização”.

O parlamentar reforçou que a Espanha também promove um corte similar nos direitos da população.

“Nos sentimos identificados com a luta dos trabalhadores brasileiros porque responde à mesma agenda que estão sofrendo os trabalhadores em nosso país. Por isso é tão importante dar os braços, solidariamente entre o povo espanhol e o povo brasileiro na luta contra a agenda neoliberal e em defesa dos direitos sociais”.

Já para o presidente da CTB, Adilson Araújo, “estamos às vésperas do maior assalto à classe trabalhadora”.

Paulo Pinto/Agência PT

Ato contra a reforma trabalhista na Praça da Sé, em SP

Em entrevista à Rede Brasil Atual, Araújo afirmou que os trabalhadores não podem ter medo. “Não podemos aceitar que o patrão nos submeta a condições insalubres”.

Para Edson Carneiro, o Índio da Intersindical, as mobilizações desta sexta sinalizam que os trabalhadores estão unidos contra a reforma.

“É um grande recado para o Temer, para o Congresso Nacional, para a mídia e para o grande capital que querem dizimar com o direito dos trabalhadores. Já votaram a reforma trabalhista inconstitucional, inaceitável”.

Além da reforma trabalhista, os atos por todo País também protestaram contra a reforma da Previdência, que volta aos planos do governo golpista.

O presidente da CTB lembrou que o governo Temer está tentando reorganizar a base para votar a “reforma” da Previdência e disse que é preciso organizar a resistência. “Para isso, vamos ter de fortalecer a nossa unidade.”

 

Atos contra a reforma trabalhista em todo Brasil

Por todo País, trabalhadores, estudantes, movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda realizaram atos nesta sexta.

A capital cearense também atingiu a marca de 20 mil pessoas nas ruas dizendo ‘não’ às reformas de Temer.

Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Teresina (PI), Recife (PE), Natal (RN), Salvador (BA), Maceió e Arapiraca (AL), Porto Alegre e São Borja (RS), Belém e Marabá (PA), Porto Velho (RO), Campina Grande (PB), São Luis (MA), Brasília (DF) e Campo Grande (MS) são algumas das cidades que também realizaram protestos contra as novas leis trabalhistas.

E, no final do dia, 15 mil pessoas tomaram as ruas do Rio de Janeiro contra a reforma trabalhista.

Paulo Pinto/Agência PT

Ato contra a reforma trabalhista na Praça da Sé, em SP

Ao lembrar que 81% dos brasileiros rejeitam a reforma, segundo pesquisa da CUT- VOX Populi divulgada nesta semana, o presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou que há muita luta a ser feita neste próximo período.

“Vamos defender o nosso lado, que é o lado da classe trabalhadora. Não há nenhuma possibilidade de conciliação com o outro lado, que financiou o golpe para acabar com os direitos. Eles (golpistas) não conseguiram fazer tudo ainda. Uma coisa foi ter passado a reforma no Congresso Nacional, outra é efetivar no chão de fábrica”, alertou.

Durante toda esta sexta-feira a Agência PT não apenas cobriu, mas fez a curadoria de todo o conteúdo de todos os atos Brasil afora. Confira o melhor de todas as redes sociais em nossa página especial.

Da Redação da Agência PT de Notícias