Governantes e Parlamentares

Líder do PT no Senado

Lindbergh Farias

Rio de Janeiro

Lindbergh Farias é filho da professora universitária Ana Maria Nóbrega Farias e do médico e professor universitário Luiz Lindbergh Farias e nasceu em João Pessoa, capital da Paraíba. Em 1987, com 18 anos, ingressou na faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), época em que começou sua trajetória política como militante do PCdoB.

Após mudar-se para o Rio de Janeiro, em 1991, Lindbergh ingressou na União Nacional dos Estudantes (UNE) como secretário-geral. No ano seguinte, assumiu a presidência da entidade, liderando o movimento dos cara-pintada, que levou ao impeachment do então presidente da República Fernando Collor de Mello.

Em 1994, aos 24 anos, foi eleito deputado federal pelo PCdoB e, por seu desempenho no mandato, recebeu nota 10 do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). Em 1996, é eleito presidente nacional da União da Juventude Socialista (UJS). Aderiu ao trotskismo em 1997 e ingressou no Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU).

Na Câmara dos Deputados, destacou-se na articulação das manifestações contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce e do Sistema Telebrás. Na venda da Vale, Lindberg participou do protesto em frente à Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. No leilão das telefônicas, enfrentou a polícia na passeata.

Em 1998, Lindbergh tentou se reeleger deputado federal, sem sucesso. Mesmo obtendo 73 mil votos, não conseguiu uma vaga na Câmara porque o PSTU – legenda pela qual concorreu – não atingiu coeficiente eleitoral. Pelo mesmo motivo, em 2000, não pôde assumir o cargo de vereador, embora fosse o quarto mais votado do Rio de Janeiro, com 47 mil votos.

A convite de do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu, em 2001, filiar-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). E nas eleições de 2002, elegeu-se deputado federal com 83 mil votos. Dois anos depois, disputou a prefeitura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Tornou-se prefeito, com 65% dos votos, e foi reeleito, em 2008, permanecendo no cargo até 2010.

No dia 3 de outubro de 2010, Lindbergh Farias foi eleito senador pelo Rio de Janeiro, ficando em 1° lugar. No Senado Federal, destacou-se em debates sobre os direitos da pessoa com deficiência e nas discussões sobre as regras de partilha dos royalties do petróleo – motivo pelo qual escreveu o livro “Royalties do Petróleo: As Regras do Jogo”, publicado em 2011 pela editora Agir.

Atualmente, é líder da bancada do Partido dos Trabalhadores no Senado.

Fátima Bezerra

Rio Grande do Norte

O Senado ganhou mais um importante quadro na defesa da educação em 2015, com a chegada da senadora Fátima Bezerra, eleita pelo PT do Rio Grande do Norte com 808.055 votos, ou 54,86% dos votos válidos.

A nova integrante da bancada feminina do PT é pedagoga e vai manter o tema como prioridade de seu mandato nos próximos oito anos, depois de dois mandatos como deputada estadual e mais dois como uma das deputadas federais mais aguerridas da Câmara.

Paraibana de Nova Palmeira, Fátima adotou Natal ainda na juventude, nos anos 70, quando se mudou para a capital potiguar para estudar na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, local de seus primeiros passos na política.

Participou do congresso que marcou a reconstrução da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Salvador, e do Encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Rio de Janeiro, que celebrou a volta dos primeiros exilados pela ditadura militar ao Brasil.

No começo dos anos 80, tornou-se professora da rede estadual e da prefeitura de Natal, destacando-se como fundadora, vice-presidente e presidente, da Associação dos Orientadores Educacionais, e como secretária-geral da Associação dos Professores.

Fátima também foi duas vezes presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte e uma das fundadoras também do Fórum Estadual dos Servidores Públicos.

Filiada ao PT desde 1981, Fátima Bezerra elegeu-se deputada estadual por dois mandatos, em 1994 e 1998. Na Assembleia Legislativa potiguar, foi presidente da Comissão de Direitos Humanos e da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Interior. Por sua atuação, recebeu do Comitê de Imprensa da Assembleia os títulos de Parlamentar do Ano de 1996 e de melhor Parlamentar da Legislatura 1995-1998.

Na Câmara, suas participações mais importantes ocorreram quando a hoje senadora foi designada relatora da Medida Provisória (339/06) que regulamentou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Em suas missões como parlamentar, representou o Brasil na IV Conferência Mundial sobre a Mulher (Beijing, 1995) e no I e II Fórum Social Mundial (Porto Alegre, 2001 e 2002). Também participou do Encontro Internacional em Solidariedade às Mulheres Cubanas (Havana, 1998).

Gleisi Hoffmann

Paraná

Gleisi Helena Hoffmann nasceu em Curitiba, Paraná, em 6 de setembro de 1965. É casada com o ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e mãe de João Augusto e Gabriela Sofia. Gleisi iniciou sua caminhada política ainda na adolescência, participando de grêmios estudantis, e integrou a União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas.

Fez parte da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e filiou-se em 1989 ao Partido dos Trabalhadores (PT). É formada em Direito e tem especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira.

Sua experiência profissional concentra-se na gestão pública e na vida política. Gleisi já foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul e secretária de Gestão Pública no município de Londrina, no Paraná. Também integrou, em 2002, a equipe de transição de governo do presidente Lula, ao lado da então ministra Dilma Rousseff.

Com a vitória de Lula à Presidência da República, em 2002, foi convidada ao cargo de Diretora Financeira da Itaipu Binacional, onde aprimorou os seus conhecimentos em gestão pública.

Gleisi Hoffmann implementou diferentes medidas de caráter estruturante na empresa. Introduziu o conceito de gestão integrada de todos os sistemas financeiros de Itaipu; promoveu a adoção do pregão eletrônico nos lados brasileiro e paraguaio; e, em todos os momentos, valorizou a economicidade e modicidade das tarifas.

Gleisi fortaleceu as relações com o lado paraguaio da administração, o que culminou com a inclusão – por Notas Reversais entre os dois países – dos aspectos de meio ambiente e de responsabilidade social no perfil da empresa.

Teve, assim, papel decisivo na ampliação da missão da Itaipu Binacional, que incorporou a seu papel de geradora de energia também a dimensão de importante propulsora de desenvolvimento econômico.

Durante esse período, contribuiu para o desenvolvimento de vários projetos de cunho social, como o Projeto Casa Abrigo de Foz do Iguaçu. Por iniciativa de Gleisi, a Itaipu Binacional em parceria com a ONG Casa Família Maria Porta do Céu, implementou a Casa Abrigo para mulheres e seus dependentes vítimas de violência doméstica e em risco de morte.

Ela também foi idealizadora de outros programas, como o Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA), cujo foco principal é apoiar as ações e articular a rede de proteção à criança e ao adolescente na região fronteira Brasil/Paraguai, combatendo a prostituição infantil.

Ainda sob a gestão de Gleisi foi criado o Programa Saúde na Fronteira, para integrar as ações de saúde, principalmente os aspectos preventivos como vacinação infantil entre os dois países.

Gleisi Hoffmann também coordenou o Programa de Pró-Equidade de Gênero e Raça em Itaipu Binacional, que tem o objetivo de promover a igualdade de oportunidade entre homens e mulheres no âmbito das organizações públicas e privadas, e eliminar todas as formas de discriminação no acesso, como remuneração, ascensão e permanência no emprego.

Em 2010, Gleisi Hoffmann tornou-se a primeira mulher eleita para ocupar uma vaga no Senado pelo Paraná, com mais de 3 milhões de votos. Em junho de 2011, a presidenta Dilma Rousseff convidou-a a assumir a chefia da Casa Civil da Presidência da República, função que desempenhou até fevereiro de 2014, quando, então, retornou para sua vaga no Senado Federal.

Os direitos das mulheres estão entre as prioridades do mandato de Gleisi Hoffmann no Senado. Entre as matérias apresentadas por ela estão a proposta que viabiliza a aposentadoria das donas de casa, a reserva de 50% das vagas nos parlamentos para as mulheres e a que assegura a abertura de processo contra agressores de mulheres, sem necessidade que a vítima preste queixa. Mas o projeto mais comentado de Gleisi, aprovado em 2013, é o que extinguiu o pagamento de 14º e 15º salários aos senadores e deputados federais.

Ao longo de 2016, Gleisi presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Em fevereiro de 2017, foi eleita por unanimidade pela Bancada do PT para a função de líder dos senadores da legenda na Casa.

Em junho de 2017, foi eleita Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores.

Humberto Costa

Pernambuco

Nascido em Campinas (SP), Humberto Sérgio Costa Lima mudou-se com a família aos seis anos de idade para Recife (PE). Aos 17 anos, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e, após tornar-se médico, formou-se em Jornalismo.

Neste período de vida estudantil, o País vivia sob a ditadura militar, e Humberto aproximou-se definitivamente da política, atuando no movimento que criou o Partido dos Trabalhadores em Pernambuco.

Em 1990, elegeu-se deputado estadual e destacou-se por ter criado e presidido a Comissão de Direitos Humanos, além de dirigir a Comissão de Saúde. Quatro anos depois, elegeu-se deputado federal, sendo reconhecido pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos mais influentes do Congresso Nacional.

Em 1998, tentou uma cadeira no Senado Federal, sem sucesso. Dois anos depois, obteve o maior número de votos já alcançado por um vereador em Recife: 27.815 votos.

Convocado pelo então prefeito eleito do Recife, João Paulo (PT), no início de 2001, para assumir a Secretaria Municipal de Saúde, Humberto Costa criou programas como a Academia da Cidade, o SAMU, o Saúde Ambiental, Volta para Casa. Ainda ampliou outros, como o Saúde da Família. Todo esse trabalho mudou para sempre o perfil da assistência médica na capital pernambucana.

As realizações de Humberto, como é chamado pelos colegas parlamentares, chamaram a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o convidou a assumir o Ministério da Saúde no início do seu primeiro governo.

No Ministério, Humberto implantou programas como o Brasil Sorridente, a Farmácia Popular e o SAMU, levando o programa pernambucano para todo o Brasil.

Atingido injustamente por denúncias no período pré-eleitoral – que mais tarde foram esclarecidas, com a absolvição unânime dos 14 desembargadores do Tribunal Regional Federal de Pernambuco – Humberto Costa não foi eleito para o governo do estado em 2006.

Com a disputa definida no segundo turno, trabalhou para transferir mais de 1 milhão de votos que recebera no primeiro turno para o candidato vencedor – Eduardo Campos (PSB), de quem viria a ser o secretário das Cidades. No posto, criou o CNH Popular, que fornece gratuitamente carteiras de habilitação à população de baixa renda, e o Minha Casa Minha Vida, que, até o final de 2010, entregou mais de 20 mil novas moradias aos pernambucanos.

Além disso, o petista levou o premiado programa Academia das Cidades para todo o estado.

Ainda em 2010, candidatou-se ao Senado, em indicação aprovada por consenso no PT, e foi eleito o primeiro senador pela legenda por Pernambuco, com 38,8% dos votos válidos. Humberto Costa assumiu o mandato em fevereiro de 2011, já à frente da liderança do PT e do Bloco de Apoio ao Governo no Senado – indicação de consenso da bancada.

Em 2011, foi eleito o 13º parlamentar mais influente do Congresso Nacional e o mais influente de Pernambuco. Também recebeu o prêmio Congresso em Foco pela atuação na área da Saúde.

Em 2012, ele deixou a liderança e assumiu outras funções na Casa. A de maior destaque foi a relatoria do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, que culminou na cassação do mandato de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Entre os projetos apresentados por Humberto no Senado, destacam-se o de combate à pirataria de remédios e a criação da Lei de Responsabilidade Sanitária, que pretende garantir maior qualidade no atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Também em 2012, foi indicado pelo PT para disputar a prefeitura de Recife, mas não foi eleito.

Atualmente, é líder da oposição no Senado Federal.

Nascido em Rio Branco (AC), Jorge Ney Viana Macedo Neves é engenheiro florestal pela Universidade de Brasília (UnB). Recém-formado, ajudou a criar a Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), instituição responsável pelo desenvolvimento de tecnologias de uso de produtos florestais e apoio a projetos sociais e econômicos para populações tradicionais.

Nesta época, ajudou o líder seringueiro Chico Mendes a sistematizar a ideia de reserva extrativista, com a introdução da prática do manejo florestal sustentável. Depois, em 1986, contribuiu para a última campanha eleitoral de Mendes.

No final da década de 1980, com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, junto a Marina Silva, Binho Marques, Tião Viana e outras lideranças, Jorge Viana organizou no Partido dos Trabalhadores (PT) uma nova estratégia de luta partidária que mudou a história política do Acre.

Jorge Viana estreou como candidato em 1990, disputando o cargo de governador do Acre pelo PT. Foi a primeira vez que um candidato do partido disputou o segundo turno de uma eleição majoritária no País.

Em 1991, por indicação de Lula, participou do primeiro curso de planejamento estratégico situacional, organizado pelo Instituto Latino-Americano de Desenvolvimento Econômico e Social (Ildes), que representava a Fundação alemã Friedrich Ebert, atual FES-Brasil, uma das mais conceituadas organizações na área de planejamento estratégico. O curso foi ministrado por Carlos Matus, ex-ministro de Economia do Governo Allende, no Chile.

No mesmo ano, ainda com apoio de Lula e a convite de Carlos Matus, Viana fez curso de alta direção e planejamento estratégico e, a partir de então, participou de vários cursos de planejamento, uma ferramenta de gestão que utilizou ao longo de sua vida administrativa e política.

Dois anos depois, em 1992, tornou-se prefeito de Rio Branco. Sua administração recebeu prêmios de gestão pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Fundação Ford. No final de sua administração, obteve 75% de ótimo e bom, de acordo com o Ibope, e obteve uma das melhores avaliações entre prefeitos de capitais.

Em 1998 foi escolhido, ainda no primeiro turno, governador do Acre. Com o apoio do então presidente Lula, coordenou a implantação de um programa de desenvolvimento baseado nos ideais de Chico Mendes, ou seja, com utilização racional e sustentável da floresta, visando uma economia verde, de baixo carbono e alta inclusão social. Era o Governo da Floresta, onde nasceu o conceito de Florestania, a cidadania dos povos da floresta.

A população acreana renovou, em 2002, o mandato de Viana até 2006, com o maior percentual de votos do Brasil. A gestão de oito anos se destacou pela reestruturação do Estado e moralização das instituições públicas.

Na sua gestão, conseguiu combater e vencer o crime organizado, juntando a força do Estado com o Ministério da Justiça, Justiça Federal, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Justiça Estadual, Ministério Público Estadual, além de contar com a imprescindível solidariedade da sociedade e da imprensa.

Sua administração iniciou a consolidação da infraestrutura do estado, interligando os municípios acreanos. Teve atuação decisiva na integração do Brasil com Bolívia e Peru, resultando na construção da ligação rodoviária do Brasil até o Pacífico, na costa peruana.

Fez ampla reforma no sistema de ensino. A educação pública do Acre saiu das últimas colocações nas avaliações do Ministério da Educação para ficar entre as primeiras do país. Para isso, ofereceu ensino superior para todos os professores, elevou os salários da categoria para um dos melhores do Brasil e levou educação básica aos lugares mais isolados do Acre.

Sua administração foi uma das mais bem avaliadas do país. Ainda em 1999, recebeu o prêmio de Líder para o Novo Milênio da revista “Time” e TV CNN, por sua destacada atuação na área de meio ambiente. Pelo mesmo motivo, a organização World Wildlife Fund (WWF) concedeu-lhe o prêmio Gift to the Earth, em 2003.

Jorge Viana é membro da Ordem do Rio Branco, do Itamaraty, com o Grau de Grã-Cruz. Foi também distinguido com a mais alta condecoração da Bolívia e Peru. Recebeu ainda as mais elevadas distinções das Forças Armadas do Brasil: a Ordem do Mérito Militar do Exército, a Ordem do Mérito Naval da Marinha e a Ordem do Mérito da Aeronáutica. Recebeu da Justiça acreana a Medalha do Mérito Judiciário, entre outras homenagens, e condecorações que merecem igual respeito e consideração.

Entre 2007 e 2010, foi presidente do Fórum de Desenvolvimento Sustentável do Acre. Também atuou na iniciativa privada participando de conselhos de empresas, sempre na área de gestão estratégica e meio-ambiente, e presidiu o Conselho de Administração da Helibrás.

Em 2010, foi eleito senador da República pelo PT para o mandato 2011-2018. Em seu segundo ano de mandato, destacou-se na relatoria do Código Florestal e na defesa das questões ambientais e na presidência da Comissão Especial de Defesa Civil, que elaborou um anteprojeto para a prevenção e o enfrentamento de desastres naturais.

José Barroso Pimentel nasceu em 16 de outubro de 1953. É advogado, bancário e Senador da República, eleito em 2010, pelo Partido dos Trabalhadores, com 2.397.851 votos. Exerceu o cargo de Ministro de Estado da Previdência Social durante o governo do Presidente Lula (2008/2010).

Foi eleito deputado federal por quatro mandatos consecutivos (1995/2011), tendo exercido o cargo de relator-geral do Orçamento Geral da União 2008. Foi líder do governo no Congresso Nacional de 2011 a maio de 2016. É o primeiro-secretário do Senado Federal (2017-2019).

Tem um mandato voltado especialmente para as áreas do empreendedorismo, agricultura familiar, educação e desenvolvimento regional.

Integra as Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), de Assuntos Econômicos (CAE), de Serviços de Infraestrutura (CI), de Assuntos Sociais (CAS) e de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).

Em 2011, primeiro ano de mandato, o senador Pimentel foi considerado o 14º parlamentar mais influente do Congresso Nacional, dentre os 594 deputados e senadores, segundo a pesquisa “Cabeças do Congresso”, realizada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). Foi a sétima vez seguida que José Pimentel figurou dentre os mais influentes na lista do Diap.

Como ministro da Previdência, Pimentel dedicou-se a melhorar o atendimento aos cidadãos. Na sua gestão, foi implantada a nova sistemática de aposentadoria em até 30 minutos, o INSS passou a enviar carta-aviso de aposentadoria ao segurado e foi desenvolvido o extrato de informações previdenciárias, disponibilizado nas agências do INSS, na internet e nos terminais de autoatendimento do Banco do Brasil para correntistas.

Ainda na gestão de Pimentel, foi iniciado o maior Plano de Expansão da Rede de Agências do INSS (PEX), com a construção de 720 novas unidades em todos os municípios com mais de 20 mil habitantes.

Pimentel presidiu a Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa do Congresso Nacional (2007/2008). Liderou a aprovação do Simples Nacional, que beneficia mais de 5,8 milhões de pequenas empresas com redução de impostos e aumento de incentivos.

Coordenou a aprovação e a implantação do sistema do Empreendedor Individual, que já retirou mais de 1,8 milhão de pessoas da informalidade, permitindo o acesso desses trabalhadores e de suas famílias à proteção previdenciária. Em outubro de 2011, conduziu a aprovação da Lei Complementar 139/11, que atualiza todas as faixas de tributação do Simples Nacional, permitindo que as micro e pequenas empresas continuem crescendo com o Brasil, a um custo menor.

O senador Pimentel apoia todos os programas e projetos que apontam para o fortalecimento da educação. Ele defende a interiorização do ensino técnico, para que mais jovens tenham acesso ao ensino profissionalizante no Brasil, por meio da construção e instalação de escolas técnicas federais em municípios com mais de 50 mil habitantes.

Durante o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, denunciou no parlamento, na mídia e nos espaços públicos que a deposição de uma presidenta, sem crime de responsabilidade, viola a Constituição e a democracia.

Atualmente, integra a oposição ao governo ilegítimo de Michel Temer. Trabalha pela manutenção dos direitos constitucionais, sociais, previdenciários e trabalhistas, conquistados pelos brasileiros e brasileiras ao longo da história, especialmente, no período de 2003 a 2016.

Paulo Paim

Rio Grande do Sul

Paulo Paim nasceu em Caxias do Sul (RS) em 1950 e começou a trabalhar aos oito anos de idade, amassando barro em uma fábrica de vasos. Aos 12, conquistou uma vaga no Senai, onde começou sua paixão pelo ensino técnico profissionalizante. Também no Senai, iniciou sua vida como metalúrgico profissional e líder sindical.

Na década de 80, foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas, da Central Estadual de Trabalhadores, Secretário Geral e Vice-Presidente da CUT Nacional. Liderou a caminhada de Canoas a Porto Alegre em que eram exigidos emprego, liberdade, igualdade, justiça e o fim da ditadura.

Em sua vida de militância, passou por experiências marcantes como a representação do Congresso Nacional na África do Sul, exigindo a libertação de Nelson Mandela. Também esteve em missão de paz na Nicarágua, em plena guerra, e no Uruguai, exigindo a liberdade de Universindo Diaz e Lilian Celiberti, que foram sequestrados pela repressão no Brasil.

A luta da Assembleia Nacional Constituinte foi um dos marcos de sua história. Foi deputado federal por quatro mandatos e, em 2003, assumiu a vaga de senador. Parlamentar destacado por sua defesa de aposentados, pensionistas e minorias, atuou como vice-presidente da Casa por dois anos e, no biênio 2007/2008, assumiu a Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Figura até hoje na lista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), como o único parlamentar na Câmara e no Senado a receber o prêmio os “Cem Cabeças do Congresso” em todos os anos.

No Senado, Paim abriu as portas para a participação popular. Realizou centenas de debates e audiências públicas para tratar de temas de interesse da população.

É autor de diversas Leis, entre elas o Estatuto do Idoso (10.741/03) e Estatuto da Igualdade Racial. É autor também do Estatuto da Pessoa com Deficiência, do Estatuto do Motorista Profissional, da redução da jornada de trabalho sem redução de salários, do Fundep (Fundo do Ensino Profissionalizante), do fim do voto secreto nas votações do Congresso Nacional, do Fundo de Financiamento para Micro, Pequenas e Médias Empresas, fim da violência contra professores e paz nas escolas, do fundo do Pré-Sal que estabelece que recursos sejam destinados para a Previdência, da recuperação do valor do salário mínimo, da recuperação nos proventos de aposentados e pensionistas e do fim do fator previdenciário.

Paulo Rocha

Pará

Paulo Rocha, eleito senador pelo Pará em 2014 com 1.566.350 votos, traz a marca de negociador em seu perfil. Durante os cinco mandatos exercidos na Câmara dos Deputados, o parlamentar foi líder da bancada do PT e presidente das comissões do Trabalho e da Amazônia. Hoje com 65 anos, o sindicalista nascido em Terra Alta, no centro-oeste paraense, tem formação em artes gráficas.

Desde 1º de fevereiro de 2015, quando assumiu o mandato no Senado, Rocha tem entre as suas prioridades a defesa do desenvolvimento sustentável na Amazônia, que passa pelo investimento em ciência, tecnologia e inovação capaz de gerar conhecimento, a partir da biodiversidade regional.

Enquanto deputado, foi autor de oito propostas que posteriormente se tornaram leis que beneficiam os trabalhadores. Entre elas, participou da criação da legislação que cria o seguro-defeso – que assegura um salário mínimo por quatro meses ao pescador artesanal durante o período de reprodução de crustáceos e peixes.

Foi também um dos autores do projeto de lei que regulamentou a profissão dos Agentes Comunitários de Saúde, além da que combate o trabalho escravo – um dos mais graves problemas sociais da Amazônia.

Na Câmara dos Deputados, Rocha foi um dos principais interlocutores do Legislativo com o governo Lula, sendo coordenador da bancada do Pará e da Amazônia. Foi a favor de grandes projetos que beneficiam o Norte do Brasil, como a dos elevadores hidráulicos (conhecidas como eclusas) para transpor a barragem da hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins – uma das mais importantes obras do governo do presidente Lula.

Filho de pai lavrador e mãe professora primária, começou a trabalhar desde cedo e ajudava a cuidar dos irmãos. Durante a adolescência, formou-se na Escola Salesiana do Trabalho, no bairro de Sacramenta, em Belém, a capital paraense.

Morou na escola durante dez anos, onde se tornou instrutor de arte gráfica. Tipógrafo, impressor e laboratorista, imprimiu na Escola Salesiana panfletos contra a ditadura militar, chegando a ser preso nessa época por 12 horas pela Polícia Federal.

Rocha foi ainda líder do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Gráficas e ajudou a fundar o PT e a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Pará, sendo o primeiro presidente da entidade no estado. Em 1990, foi eleito deputado federal pela primeira vez, com votos de todos os municípios paraenses.

Exerceu cinco mandatos consecutivos na Câmara Federal e presidiu várias comissões temáticas, incluindo a Comissão da Amazônia.

Regina Sousa

Piauí

A senadora da República é fundadora do PT e militante sindical desde 1978. Formou-se em Letras com habilitação em Língua Portuguesa e Língua Francesa, onde descobriu o movimento estudantil em plena ditadura militar. Foi presidente da CUT, do Sindicato dos Bancários e secretária de Estado da Administração do Piauí.