Vicentinho

O sonho de viver numa sociedade melhor e fazer valer os direitos dos trabalhadores fez de um simples trabalhador sindicalizado lutar, acreditar e vencer as dificuldades do dia-a-dia. Foi assim que Vicentinho iniciou a sua carreira sindical na região do Grande ABC paulista.

Vicentinho filiou-se ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema em 1977 e a partir desta data não se desviou, um segundo sequer, do objetivo de ver a classe trabalhadora vencer todos os obstáculos. Após a sua participação nas grandes greves foi eleito, em 1981, vice-presidente do então Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema.

Como dirigente, participou de decisões históricas nas conquistas das Comissões de Fábricas e na mudança do caráter das CIPAS (Comissão Interna de Acidentes de Trabalho). Em 1983, dirigiu com outros companheiros, a greve geral e de solidariedade aos petroleiros (primeira greve geral após o golpe de 1964).

No mesmo ano foi cassado pela ditadura militar e o sindicato sofreu intervenção federal. Participou da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), sendo eleito Presidente da primeira CUT Regional no Brasil, a CUT ABC. No ano seguinte participou como dirigente da retomada do Sindicato e foi reeleito primeiro secretário.

Em 1987, foi eleito Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, com 87% dos votos e reeleito em 1990 com 92% dos votos. Em 1992, coordenou, ao lado da bancada de trabalhadores, o mais importante acordo do setor automotivo, chamado de “Câmara Setorial”.

Em 1993, coordenou a fundação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (foi eleito seu primeiro presidente com 95% dos votos) com uma nova proposta de idéias, uma nova era, sob o lema “Sindicato Cidadão”. Construir o diálogo com o capital sem abrir mão de princípios, mantendo relações constantes com a sociedade. Um ano após, em 1994, foi eleito Presidente da CUT Nacional.

Em 1997, foi reeleito presidente da CUT Nacional, terminando seu mandato em julho do ano 2000. Foi presidente-fundador do Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial (INSPIR), composto por três centrais sindicais brasileiras (CUT, Força Sindical e CGT), pela Central Norte Americana (AFL – CIO) e pela ORIT (Organização Regional Interamericana dos Trabalhadores). Em 1998, foi eleito suplente do Senador Eduardo Suplicy.

Como dirigente e líder sindical, foi um dos fundadores do PT. Eleito deputado federal em 2002, com 254.221 votos, e reeleito em 2006, com 97.477 votos. Em 2010 obteve 141.068 e, em 2014, foi reeleito para o quarto mandato com 89.001 votos.

Vicentinho foi eleito pelo DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), por cinco anos consecutivos, um dos 100 parlamentares mais atuantes do Congresso Nacional. Na Câmara, já presidiu a Comissão da Reforma Trabalhista; a Comissão da Redução da Jornada de Trabalho e Comissão sobre a Crise – Geração de Empregos e Serviços, além de sempre atuar na Comissão Permanente do Trabalho, Administração e Serviço Público.

Integrou da CPI do Trabalho Escravo e foi membro da Câmara de Negociação de Desenvolvimento Econômico e Social. Foi presidente da Frente Parlamentar Pró-Guardas Municipais, membro da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial e dos Quilombos e coordenador da Frente Parlamentar Pela Saúde e Segurança no Trabalho.

Em 2014 foi eleito, por unanimidade, Líder da PT. Tornou-se o único líder partidário negro no parlamento brasileiro.