Ministro golpista quer mensalidade em universidades públicas

Mendonça Filho é do DEM, partido que foi contra: ProUni, FIES, ENEM, cotas, 50% do fundo do pré-sal para a Educação e 75% dos royalties do petróleo para o setor

Fotos: Antonio Cruz/Agência Brasil

Cinco dias após o golpe parlamentar que afastou do cargo a presidenta eleita, Dilma Rousseff, o ministro golpista da Educação, Mendonça Filho, afirmou que vai apoiar as universidades públicas federais que quiserem cobrar mensalidades nos cursos de extensão e pós-graduação. A informação foi publicada pelo portal “UOL” nesta terça-feira (17).

Mendonça Filho já havia se posicionado a favor de projetos no Congresso Nacional com esse teor. Segundo ele, a ideia é dar fôlego de caixa para as universidades, cobrando dos alunos de extensão e pós-graduação. Mendonça Filho pertence ao DEM, partido que foi contra o ProUni, o FIES, o ENEM, a política de cotas, a destinação de 50% do fundo do pré-sal para a Educação e a previsão de 75% dos royalties do petróleo para a Educação.

Ao dizer que “nos últimos anos, o Brasil conseguiu universalizar o acesso às universidades”, o ministro golpista reconhece a atuação dos governos Lula e Dilma na área e revela que sua disposição de instituir mensalidade nas universidades públicas contrasta com a política das gestões do PT que deram resultados expressivos no ensino superior.

Desde 2003, os governos Lula e Dilma criaram 18 universidades novas. No dia 9 de maio, em ato com educadores, Dilma anunciou a criação das universidades de Catalão e Jataí (GO), Delta do Parnaíba (PI), Araguaína e Norte do Tocantins (TO) e Rondonópolis (MT). Além disso, inaugurou outros 40 novos campi para se somarem aos 562 já existentes.

O posicionamento de Mendonça Filho pode abrir mais uma frente de reação ao governo golpista de Michel Temer, que já deu mostras de conivência com a corrupção e provocou protestos de mulheres e artistas devido à extinção do Ministério da Cultura e da ausência de mulheres e negros no primeiro escalão do governo. Durante o Festival de Cannes, os representantes do filme brasileiro “Aquarius” se manifestaram contra o golpe no país.

A falta de mulheres no ministério foi duramente criticada ao redor do mundo e por estudiosas e militantes dos direitos das mulheres.

Diante da quantidade de medidas despropositadas já anunciadas, a Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça-feira (17) um requerimento que convoca o ministro golpista da Educação para prestar esclarecimento sobre o fim do Ministério da Cultura.

Da Redação da Agência PT de Notícias

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